Entrevista Realizada Com Artista



Nome/ Idade: Helienai Valente – 27 anos
Escola que leciona: Escola Estadual Aracy Miranda de Monte Alverne
Curso de graduação/Instituição/ano: Artes – Habilitação plena em Artes Visuais,UNIFAP, 2006
Escolaridade: Nível superior completo
Entrevista Realizada Com Artista

Como você se descobriu artista?

Helienai:Bom essa concepção de artista ela é muito nova, eu nunca me vir como artista, mas tudo começou com algumas conversas com a Silvia (Professora da Universidade Federal do Amapá) é o ápice mesmo foi à questão da exposição que eu realizei na UNIFAP, na minha concepção anterior a essa exposição meus trabalhos era desenvolvidos para passa o tempo um hobby até mesmo como trabalho, mas nunca como processo artístico mais de uma forma agente acaba trabalhando, produzido arte sem percebe, mas eu te confesso que antes não via assim, tinha essa concepção eu tenho agora.

Você nunca pensou na possibilita de vira um artista?

Helienai: A gente que trabalha com as artes visuais de alguma forma é levando mesmo nas entre linhas ou implicitamente a se ver, só que o conceito de artista é muito estereotipado, agente ver muito artista glorificado dentro de status elevado. Agente não costuma ver o que faz como arte, Eu nunca pensei que ia ser reconhecido como artista, ser educador sempre foi algo corroborado pra mim, mas ser artista... agora vejo que sempre produzi arte mas era algo implícito.
Antes da exposição você não via suas produções como arte e agora você considera arte?
Helienai: Não é, que não via arte, eu só não me via como artista, mas acho que não dedicamos tanto tempo de nossas vidas se não gosta muito, né, ainda mais no período contemporâneo que agente vive que da tanto valor ao tempo, porém foi necessário um olhar de fora para que eu me visse como artista.

Quando você começou a se interessa pela apropriação na web?

Helienai: Desde sempre eu sempre gostei muito de imagem de fotografia e de fazer intervenções na imagem, eu gosto de registra o momento, porém gosto mais de meche de brinca de transforma de desconstruir para construir as imagens, então a minha vontade sempre foi essa e desde muito cedo como a maioria dos jovens comecei mexendo no celular, inserindo colocando coisas, e com o tempo isso só foi aumentando até que eu descobrisse programas de edição de imagem a qual fiquei apaixonado pelo Corel Draw onde eu tenho uma relação muito forte é onde eu realizo muitas coisas. Eu aprendi como o Patrick uma técnica muito simples que foi a sobre posição de imagem e traves dela eu desenvolvi vários trabalhos eu vi que dava para trabalha como muitas coisas como apropriações, manipulações, composições e foi assim que eu comecei a me interessei de uma forma bem natural dependendo do eu quero.
Por que suas obras não possuem titilo?
Helienai: Eu nunca me procurei com titulo o meu trabalho é mais visual então nunca pensei em dar titulo, mais é algum que vou pensa a respeito.

Oque inspira você em suas obras?

Helienai: E o desafio de intervenções do novo, mas acima de tudo o desafio do imbrincamento de me ver em uma realidade, pois as intervenções ocorrem através do uso do meu rosto e algumas vezes do meu corpo, a minha imagem fica imbricada, o que me move a fazer apropriação e me ver em novas realidades, porque eu estou “lá” mesmo que seja visualmente.

Em que lugares você expos seus trabalhos artísticos?

Helienai: A produção acontece num terreno que é midiático, virtual com o uso do computador e tecnologias digitais de imagens, porque minhas exposições são feitas através das redes sociais, publico com certa frequência no Facebook e Instagram eu tenho um álbum só para isso, pois a arte contemporânea se encaixa neste mundo do virtual no campo da tecnologia.

 Quais dificuldades você encontra no seu trabalho?

Helienai: E um grande prazer trabalha com imagens, mais exigem muita pesquisa, pois eu me aproprio de varias imagens desde a história da arte a qualquer imagem da web como propaganda, moda e pintores clássicos e modernos.
Quais os discursos abordados em suas obras?

Helienai: O discurso se encontra assim que você olhar a imagem e ver a apropriação e o citacionismo, voltados para outros discursos éticos, raciais, sexualidade, machismo, feminismo, são discurso que ficam na entre linha, mas estão lá na forma como eu me aproprio no tipo de imagem que escolho que acabam significando alguma coisa. Não me prendo a um único discurso ou um tipo de imagem.

O que mobiliza sua percepção/ação artística?

Helienai: A vontade de criar novas “realidades”, novos olhares, criar diálogos. Sempre poder causar reflexões.
A minha fala perpassa tanto pela minha identidade como docente, como também, por alguém que produz arte.

Descrição dos temas que gosta de trabalhar nos seus trabalhos artísticos?

Helienai: Eu creio que os meus trabalhos levantam uma temática central que é a “apropriação”, se apropriar de imagens para criar novas imagens a partir de imbricamentos visuais.

Há pontos de convergências entre a sua pratica artística e a sua pratica de sala de aula: Pode apontar estes pontos de convergências?

Helienai: Eu creio que sim, de alguma forma, tudo o que fazemos, mesmo em áreas diferentes da vida, acabam respingando. Se hoje eu imbrico imagens é porque já vi isso nos saberes expostos em sala de aula e ouve um diálogo, também acontece de o aluno fazer uma produção e isso, concomitantemente, nos incentivar a construir, ou precisamos produzir algo para que os discentes entendam que eles também podem produzir independente de estereótipos de beleza, se vai ficar “bonito” ou “feio”.
Conteúdos que mais gosta de discutir em sala de aula?
Helienai: Eu gosto de usar imagens como dispositivos para um pensar crítico, gosto de criar aulas com temas pós críticos, gosto de propor análises imagéticas a partir do discurso como um “texto” que pode ser reescrito, apagado e misturado.
Sempre procuro contextualizar a imagem do mundo contemporâneo, a mídia, tv, cultura pop com a história da arte.

O que mobiliza a sua ação em sala de aula?

Helienai: Primeiro o fato de eu me identificar e me ver como educador. Meu gosto pela arte e pela vontade de ensinar, talvez nem de “ensinar” mas de propor um novo olhar sobre algo, e a arte é eximia nesse ponto.
Eu quero poder ser um colaborador que ajudou uma geração a ter um olhar menos ingênuo em torno do poder das imagens que os bombardeiam diariamente.

Que conhecimentos/saberes você destacaria na sua formação acadêmica UNIFAP que interfere diretamente na sua compreensão de arte? Você poderia destacar os pontos mais relevantes desse processo?

Helienai: É muita coisa, até coisas implícitas. Mais alguns saberes realmente transformaram a minha prática. O multiculturalismo, as abordagens em torno do que é identidade nos esboços de hoje, a cultura visual, a ideia da imagem como discurso, as teorias pós-críticas do currículo, currículo oculto, alteridade, binarismo, a própria história da arte... esses são os que lembro agora rapidamente e que gostaria de mencionar nesse momento.
Outra coisa que corroborou meu conhecimento foi à presença e vivencia com os educadores da graduação, creio que foi muito agregador os testemunhos, as falas, os diálogos e todos os referenciais teóricos que vieram com eles e através deles e nesse processo comecei a criar uma postura minha, o que eu sou hoje.

Que conhecimentos/saberes você destacaria na sua trajetória de vida cotidiana que interfere diretamente na sua compreensão de arte? Você poderia destacar os pontos mais relevantes desse processo?

Helienai: O trato com as pessoas, se relacionar com o ser humano, é um dos pontos que mais faz querer trabalhar a arte. Algo que interfere é esse cenário de mundo globalizado, não existem fronteiras e temos uma grande arca de discursos e visualidades a serem trabalhados, estamos rodeados por isso, não tem como fugir, a própria indústria cultural, a cultura pop, a internet móvel nos faz ter outras possibilidades para discutir e pensar a arte.

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