Helienai Valente desde
muito cedo se interessou pelo mundo das artes.O artista amapaense sempre teve
uma relação muito forte com a fotografia e todo ouniverso das imagens,mas
especificamente seu interesse parte do poder de “brincar” com a imagem, isto é,intervir,
mexer, transformar, desconstruir para
construir novas imagens. Sua relação com as imagens se tornou
cada vez mais forte ao longo do tempo,vindo a desenvolver habilidades na arte
digital através de tecnologias digitais de imagens, destemodo,ficouapaixonado
pelo programa de editoração gráficaCorel Draw que, consequentemente, abriu as
portas para sua imaginação fluir.
Sua obra ocorre no
campo da apropriação artística, uma prática comum na história da arte, porém as
apropriações ocorrem na web onde são retiradas as imagens para suas produções
artísticas a ferramenta que mais utiliza em seu trabalho esta inserida na rede
mundial da internet e o computador.
As técnicas de computação
introduzem em suas obras, formas e efeitos visuais inteiramente novos. Pelo
“pincel eletrônico”, qualquer imagem na tela pode ser instantaneamente alterada
na cor, na forma, podem ser misturadas, fundidas, mescladas Ou, ainda,
desmanchadas. O artista tem como sua principal marca o seu próprio rosto no
qual pode ser visualizado na maioria de suas produções artísticas.
Os temas abordados em
suas produções levantam duas temáticas centrais que é a apropriação e o
citacionismo. O artista Helienai Valente se apropria de imagens seja da
história da arte, propaganda, moda, pintores clássicos e modernos para criar
novas imagens a partir de “imbricamentos” visuais.
A arte está em
constante desenvolvimento em meio às produções artísticas em consequência das
descobertas científicas. E neste contextosuas produções sãoempregadas recursos
contemporâneos que o aproximam das linguagens dos artistas da arte tecnologia,
a qual utilizam os recursos computacionais em criações gráficas, instalações
interativas, infográficas, robótica, multimídia, ambientes virtuais e redes de
comunicação.
Nas imagens a seguir,
podemos perceber que são recursos de visita a obras já existentes como pinturas
clássica, modernas e pós- modernas, mas além desta constatação também é possível
perceberuma ruptura na obra referenciada da nova imagem surgida a partir dala.

Assim surge o “termo
apropriação que é empregado pela história e pelos críticos de arte para indicar
a incorporação de objetos extra-artísticos, ou seja, elementos de outras obras,
no trabalho de arte¹”.
Assim como o
citacionismo“já utilizado há anos na produção artística para citar produções de
imagens através da utilização de imagens preexistente²”, tais como obras de
arte de outra época no caso de algumas das imagens abaixo como, por exemplo, a do
salvador Dali, na qual o artista Helienai busca como referência para compor sua
obra.
Dessa forma o artista
se apropria e cita imagens que exige um olhar retrospectivo ao universo das
imagens já produzidas, para compor novas produções artísticas as quais é
atribuído novas ideias, novas produções visuais, trazendo discursos
contemporâneos de diálogos com anteriores abrangendo várias linguagens como
cinema, televisão, moda, publicidade,dentre outras.
No contexto atual,
devemos considerar a influência dos processos digitais, não só na construção da
imagem, mas em seus desdobramentos dentro da cultura,
fazendo com que as noções de apropriação ou citacionismo comecem a fazer parte
também das criações artísticas do cotidiano contemporâneo, assim, com o avanço
tecnológico abriram-se novas possibilidades de intervir em qualquer imagem.
Moda
propaganda





Helienai Valente também apresenta em suas obras a
produção de autorretratos “acompanha uma parcela considerável da história da
arte. Não são poucas às vezes em que os artistas projetam suas próprias imagens
no papel ou na tela, em trabalhos que trazem a marca da autorreflexão e, por
isso, tocam o gênero autobiográfico. Nesses retratos - em que os artistas
se veem e se deixam ver pelo espectador -, de modo geral, o foco
está sobre o rosto, quase sempre em primeiro plano. O semblante do
retratista/retratado raramente se apresenta em momento de relaxamento ou
felicidade. Em geral, a visão do artista sobre si próprio é sombria, angustiada
e até mesmo cruel, quando se evidenciam defeitos físicos ou mutilações”.
Sua produção artística nos remente a estilosde outros artistas como, por
exemplo,a artista americanaCindy Sherman que abrangem vários estilos tais como:
fotografia e cineastra; autorretratos conceituais em que a própria artista se
transforma para criticar comportamentos sociais e estereótipos sexuais. Seu nome esta entre os mais respeitados da
fotografia e da arte no século XX. Nas fotografias de Cindy quase sempre são
retratos de si mesma em situações que satirizam as identidades femininas
estereotipadas pela mídia. Nos cenários e nas personagens, inspira-se em
produtos da cultura pop, como revistas, filmes e programas de TV antigos.
Sherman usa sua própria imagem como veículo para discutir questões que afligem
o mundo contemporâneo. Sua obra explora diferentes métodos de manipulação, que
são feitos através de produções espetaculares com maquiagem, caracterização do cenário
e vestuário também o uso de próteses em partes do corpo, descaracterizando-se
totalmente sua imagem, a qual que é bastante marcante em suas composições
artísticas.
Dessa forma a prótese torna a imagem de Cindyabsolutamente
irreconhecível para que se tenha um melhor resultado na composição fotográfica.
Cindy sherman assim com Helienai Valente mesmo utilizado técnicas distintas com
ferramentas bem tradicionais como de cindy a qual a manipulação ocorre fora do
abito da tecnologia digital de imagem que é o caso do artista amapaense
Helienai apesar dessa peculiaridade os dois desenvolvem trabalhos que envolve
apropriação, e autorretrato para discutir assuntos contemporâneos como podemos
observar em alguns obras dos artista logo abaixo:
¹ No site:
http:// www.Itaucutural.org.br/aplicexternas/enciclopédia_IC/index.ctm?fuseaction=termos_textos
8cd_ verbete=3182
²
No texto “considerações sobre o uso de imagens de segunda geração na arte
contemporânea”. Imagens de segunda geração, São Paulo, MAC / USP, 1987.